Plantas Tóxicas de Interesse Pecuário .PDF







A bovinocultura de corte no Brasil é essencialmente baseada em sistemas de pastagens. 
Estima-se que 80% dos quase 60 milhões de hectares das áreas de pastagens na região de 
cerrados apresentam algum estádio de degradação (MACEDO et al., 2000). Um dos problemas 
resultantes da degradação pelo manejo inadequado das pastagens é a infestação por plantas 
daninhas. Ao competir pelos fatores de crescimento, as plantas daninhas promovem queda da 
capacidade de suporte da pastagem, aumentam o tempo de formação e de recuperação do pasto, 
podendo causar ferimentos e/ou intoxicação aos animais e comprometendo a estética da 
propriedade (ROSA, 2001; SILVA et al., 2002; citados por ANDRADE, 2007). 
Denomina-se planta tóxica todos os vegetais que, introduzidos no organismo dos homens 
ou de animais domésticos são capazes de causar danos à saúde e vitalidade desses seres. Segundo 
Afonso e Pott (2000), planta tóxica é a que provoca perturbações diretas ou indiretas na saúde do 
gado, às vezes pouco percebidas. 
As intoxicações por plantas em animais de produção, no Brasil e no Uruguai são 
conhecidas desde que os pioneiros Espanhóis e Portugueses introduziram as primeiras cabeças 
de gado em pastagens naturais da região. As perdas econômicas ocasionadas pelas intoxicações 
por plantas podem ser definidas como diretas ou indiretas. As perdas diretas são causadas pelas 
mortes de animais, diminuição dos índices reprodutivos (abortos, infertilidade, malformações), 
redução da produtividade nos animais sobreviventes e outras alterações devidas a doenças 
transitórias, enfermidades subclínicas com diminuição da produção de leite, carne ou lã, e 
aumento à susceptibilidade a outras doenças devido à depressão imunológica. As perdas indiretas 
incluem os custos de controlar as plantas tóxicas nas pastagens, as medidas de manejo para evitar 
as intoxicações como a utilização de cercas, a redução do valor da forragem devido ao atraso na 
sua utilização, a redução do valor da terra, e os gastos associados ao diagnóstico das intoxicações 
e ao tratamento dos animais afetados (JAMES 1994 citado por RIET-CORREA et al., 2001). 


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