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[Direto ao ponto] IMUNIZAÇÃO DE CÃES ADULTOS

Imunização de cães adultos
Fonte: Tratado de Medicina Interna de Cães e Gatos


Cães com idade superior a 14 a 16 semanas são considerados adultos do ponto de vista imunológico, uma vez que o sistema imune deles já está maduro o suficiente para montar resposta imune protetora e efetiva e, ainda, já não apresentam mais anticorpos maternos que poderiam comprometer a resposta imune estimulada pelas vacinas.

Desse modo, considera-se que uma única dose de uma VVM  (Vacina com Vírus vivo Modificado) seja considerada suficiente para a primoimunização de cães filhotes com mais de 14 a 16 semanas de vida. Já a primovacinação com uma vacina inativada deve contemplar pelo menos 2 doses, independentemente da idade do animal.

A revacinação anual de adultos com vacinas inativadas deve ser capaz de promover imunidade rápida, em horas a dias, desde que a última dose da vacina tenha sido administrada em um intervalo inferior a 1 ano. Recomenda-se que as vacinas inativadas sejam administradas em intervalos máximos de 1 ano em decorrência da menor duração de imunidade desencadeada por esses produtos. 

Caso um animal adulto, que tenha recebido adequadamente sua série inicial com 2 doses de uma vacina inativada, falhe no esquema anual de revacinação recomendado – por exemplo, vacina contra a leptospirose –, recomenda-se repetir o esquema inicial com 2 doses, com intervalo de 2 a 4 semanas entre elas, e, então, manter a recomendação anual. De modo contrário, a duração da imunidade (DI) promovida pelas VVM é muito longa. Desse modo, animais adultos deverão ser imunizados adequadamente com uma única dose de VVM, não importa há quanto tempo tenha sido a última vacinação.

Atualmente, os guias internacionais de vacinação recomendam que, após a primeira revacinação anual (1 ano após a finalização do esquema de primovacinação do filhote), os cães adultos recebam vacinas em intervalos trienais contra as doenças essenciais (core) (parvovírus, cinomose e adenovírus tipo 2). Tais recomendações se baseiam em estudos de duração de imunidade conferida por essas vacinas, tendo embasamento científico. No entanto, considera-se que, no Brasil, devido ao baixo número de animais imunizados, o médico-veterinário deva levar em consideração fatores como o estilo de vida do animal, o grau de desafio e o estado de saúde dele para optar pelo intervalo de revacinação (anual ou trienal).

Os mesmos guias também recomendam intervalos trienais para a vacinação contra a raiva, desde que essa indicação esteja alinhada com as exigências dos governos locais. No Brasil, o governo federal recomenda a revacinação anual contra a raiva para todos os animais (cães e gatos), devendo essa recomendação ser rigorosamente seguida pelos médicos-veterinários.

Fonte: Tratado de Medicina Interna de Cães e Gatos