Rancho Escola

Jogo educativo gratuito · funciona no celular

Rancho Escola: aprenda a formular ração para gado de corte jogando

Um jogo de nutrição de bovinos em que você aprende, na prática, a calcular matéria seca, estimar consumo, equilibrar energia e proteína, usar ureia com segurança, evitar acidose e fechar a conta do confinamento no lucro. Tudo baseado nas tabelas e equações das principais referências da nutrição de bovinos de corte.

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O que você aprende no jogo

  1. Matéria seca (MS) e matéria natural (MN): por que dietas são calculadas na base seca e como converter. Exemplo: 5 kg de MS de silagem com 32% de MS = 15,6 kg de MN.
  2. Consumo de matéria seca: bovinos em confinamento costumam consumir de 2,0 a 2,6% do peso vivo em MS por dia; o jogo usa a equação de consumo do NRC.
  3. Energia da dieta: o caminho NDT → energia digestível → energia metabolizável → energia líquida de mantença (ELm) e de ganho (ELg), e por que a mantença é o “custo fixo” do boi.
  4. Proteína e ureia: faixas práticas de 12 a 14% de proteína bruta na terminação e o uso de ureia até cerca de 1% da MS.
  5. Fibra e acidose ruminal: o papel do volumoso e da saliva no equilíbrio do rúmen e os sinais de acidose.
  6. Formulação de dieta de terminação: monte a dieta e compare o seu custo por kg ganho com a melhor combinação encontrada pelo jogo.
  7. Adaptação ao alto grão: como subir o concentrado em degraus ao longo de 14 a 21 dias.
  8. Leitura de cocho: como interpretar a sobra e ajustar a oferta em pequenos passos.
  9. Custo da arroba produzida: a conta que mostra se cada dia de cocho dá lucro.

Fábrica de ração e simulador de confinamento

Na Fábrica você formula livremente com 15 ingredientes comuns no Brasil (silagens de milho, sorgo e capim, cana, feno, milho, sorgo, polpa cítrica, casca de soja, farelos de soja e algodão, DDG, caroço de algodão, ureia e núcleo mineral) e vê na hora o ganho de peso previsto, o consumo, a conversão alimentar, o custo por kg ganho e alertas técnicos. Os preços podem ser ajustados para a sua região.

Na Fazenda você conduz um lote no confinamento dia a dia: faz a leitura de cocho, mede a matéria seca da silagem, troca a dieta, compra ingredientes e decide a hora de vender. Erros comuns, como subir o grão rápido demais ou exagerar na ureia, têm consequências no lote.

Para quem é

Estudantes de Zootecnia, Medicina Veterinária e Agronomia, produtores rurais, técnicos de campo e vendedores de nutrição animal que querem entender a lógica da formulação de ração para bovinos de corte de forma prática.

Perguntas frequentes

Quanto de matéria seca um boi come por dia no confinamento?

Em geral entre 2,0% e 2,6% do peso vivo em matéria seca por dia. O valor varia com o peso, a energia da dieta e o manejo, e é corrigido no dia a dia pela leitura de cocho.

Qual o limite de ureia na dieta de bovinos?

A recomendação usual é até cerca de 1% da matéria seca, bem misturada e com adaptação gradual. Em excesso, a ureia pode causar intoxicação por amônia.

Como calcular a matéria natural a partir da matéria seca?

Divida a MS desejada pelo teor de MS do alimento: 5 kg de MS ÷ 0,32 = 15,6 kg de matéria natural.

Quanto tempo dura a adaptação ao confinamento?

Protocolos comuns sobem o concentrado em etapas ao longo de cerca de 14 a 21 dias, até a dieta final de terminação.

Como calcular o custo da arroba produzida?

Custo diário por animal ÷ (ganho médio diário × rendimento do ganho ÷ 15). Abaixo do preço da arroba, o ganho dá lucro.

Base científica

As equações de energia, consumo e ganho de peso seguem o sistema de energia líquida do NRC (1996), mantido pelo NASEM (2016). A composição dos ingredientes usa valores médios das tabelas CQBAL 4.0 e NASEM. Proteína, fibra e acidose são tratadas por faixas práticas descritas na literatura e em levantamentos com nutricionistas de confinamentos brasileiros. O jogo é uma ferramenta de aprendizagem: dietas reais devem ser formuladas e acompanhadas por profissional habilitado.

  • NASEM. Nutrient Requirements of Beef Cattle. 8. ed. rev. Washington, DC: The National Academies Press, 2016.
  • NRC. Nutrient Requirements of Beef Cattle. 7. ed. rev. Washington, DC: National Academy Press, 1996.
  • VALADARES FILHO, S. C. et al. BR-CORTE: Exigências Nutricionais de Zebuínos Puros e Cruzados. 3. ed. Viçosa: UFV, 2016.
  • VALADARES FILHO, S. C. et al. CQBAL 4.0 — Tabelas Brasileiras de Composição de Alimentos para Ruminantes.
  • OWENS, F. N. et al. Acidosis in cattle: a review. Journal of Animal Science, v. 76, p. 275–286, 1998.
  • MILLEN, D. D. et al. Journal of Animal Science, v. 87, p. 3427–3439, 2009.
  • PINTO, A. C. J.; MILLEN, D. D. Canadian Journal of Animal Science, v. 99, p. 392–407, 2019.

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